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Reconhecidos como um dos maiores duos de violão de todos os tempos, Sérgio e Eduardo Abreu nasceram no Rio de Janeiro, em 1948 e 1949, respectivamente. Sua formação musical começou cedo: estudaram com o avô, Antônio Rebello, e posteriormente com o pai, Osmar Abreu, ambos violonistas. A partir de 1961, tornaram-se alunos da violonista Monina Távora, argentina radicada no Brasil e discípula de Andrés Segovia. O duo fez sua estreia oficial em 1963, na Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro. A projeção internacional veio no final da década de 1960: em 1967, Sérgio venceu o Concurso Internacional de Violão da ORTF, em Paris, tornando-se o mais jovem vencedor até então; em 1968, Eduardo obteve o segundo lugar no mesmo concurso. Esses resultados levaram a um contrato com a CBS e impulsionaram suas carreiras no exterior. O repertório do duo era amplo, abrangendo obras desde a Renascença até o século XX. Sérgio Abreu também se destacou como arranjador, criando adaptações que se tornaram parte central do repertório do duo e ampliaram as possibilidades da formação. Em 1975, Eduardo optou por encerrar a carreira musical para dedicar-se à engenharia. Sérgio seguiu como solista por alguns anos, período em que gravou um LP com obras de Paganini e Sor e participou do álbum da soprano Maria Lúcia Godoy, interpretando obras de Villa-Lobos. No início da década de 1980, também deixou a vida de concertista para dedicar-se integralmente à luteria. Como luthier, Sérgio Abreu alcançou amplo reconhecimento, produzindo excelentes instrumentos inspirados em um modelo Hauser. Ele faleceu em 19 de janeiro de 2023, aos 74 anos, deixando um legado tanto como intérprete quanto como um dos luthiers mais respeitados do Brasil.

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