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Prelude, Courante & Gigue

Suite in F Major SW 33

Sylvius Leopold Weiss

Prelude: 00’15” | Courante: 2’00” | Gigue: 3’50”

Produced by GuitarCoop
Images | Editing: Eduardo Sardinha
Sound Engineering: Ricardo Marui
Sound Assistant: Henrique Caldas
Musical Producer: Thiago Abdalla
Executive production: Lilah Kuhn
Production Assistant: Maria Cajas
Location: Drosophyla – São Paulo -SP
Guitar: Hermann Hauser I, 1930
Date: August 2017

TEASER – WEISS
Suite in F Major SW 33

Gigue & Double – BACH
SUITE BWV 997 A MINOR

❖ GC Interview Series ❖

Subtitles available in English – click on [CC] 
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Os Primeiros Anos – Marcelo Kayath na UNIBES Cultural
Por Paulo Martelli

Marcelo Kayath fala sobre seu mais recente CD “Suites & Sonatas
Por Fabio Zanon

Suites & Sonatas

A ideia de agrupar peças musicais é bastante antiga, surgindo ainda no período renascentista do século XIV. A partir do século XVII, essa idéia de juntar peças escritas na mesma tonalidade e com os mesmos motivos musicais ganhou um grande impulso, com o surgimento do núcleo da suite barroca composto de quatro movimentos: Allemande, Courante, Sarabande e Gigue. Depois, os compositores acrescentaram mais alguns movimentos, como por exemplo um Preludio na abertura ou uma Bourrée entre a Sarabande e a Gigue.

O principal compositor desse período foi o alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). Apesar de de ter escrito muitas suites para instrumentos como o violino e o violoncello, Bach deixou poucas obras para o antecessor do violão moderno, o alaúde. No entanto, hoje muitas dessas suites originalmente compostas para outros instrumentos são tocadas com sucesso no violão. Uma das mais belas é a Suite BWV 997, escrita em Leipzig por volta de 1740 em cinco movimentos. A suite abre com uma das minhas peças favoritas de Bach, um Preludio maravilhoso cujo tema e motivos principais terá ecos durante toda a Suite. A abertura é seguida da jóia que é a “peça de resistência” da Suite, uma longa Fuga de contraponto sofisticado que apresenta inúmeros desafios técnicos no violão. Em seguida, a Sarabande triste e serena oferece um momento de paz e reflexão no meio da Suite. Para finalizar, Bach oferece uma Giga rítmica e ricamente ornamentada, que explode em seguida na movimentada Double, fechando assim a Suite com chave de ouro.

Um dos maiores alaudistas desse período barroco era o alemão Silvius Leopold Weiss (1687-1750). Compositor prolífico e admirado por Bach pela sua virtuosidade ao alaúde, Weiss escreveu centenas de peças de vários gêneros musicais agrupadas em Suites. Numa prática comum à época, Weiss muitas vezes utilizava a mesma peça em várias Suites diferentes, e algumas vezes até com diferentes arranjos. Manuscritos das Suites existem em vários museus e bibliotecas da Europa, princpalmente em Londres e Dresden.

Em linha com a prática adotada pelo próprio Weiss, a Suite em Fá Maior que aparece aqui é uma combinação de movimentos de diferentes Suites que estão em manuscritos encontrados na Universidade de Dresden: o Preludio, Allemande, Courante e Gigue foram extraídos da Suite 1 SW 33, enquanto que a linda Sarabande vem da Suite 7 SW 35. Meu arranjo dessa Suite foi inspirado por uma gravação de John Williams para a BBC que me deixou enlouquecido na adolescência. Interessante notar que devido a afinação diferente do alaude barroco Weiss escreveu várias Suites nessa tonalidade de fá maior, que não é comum em peças para violão. Com isso, várias passagens que apresentam desafios técnicos incomuns no violão não apareciam no alaúde de Weiss, principalmente na Courante e na maravilhosa Gigue com seu balanço rítmico sincopado. No entanto, a beleza da Suite acaba compensando qualquer esforço técnico adicional.

Na segunda metade do século XVIII, o alaúde praticamente desapareceu e em seu lugar apareceram os primeiros violões com aparência mais próxima do violão moderno. No ínicio do século XIX, surgem os primeiros virtuosos dessa nova era do violão, entre eles Fernando Sor (1778-1839). Apesar de ter sido um compositor prolífico, com obras para orquestra, piano, ópera e ballet, é no violão que ele tem o maior reconhecimento: Sor é considerado como um dos maiores compositores da história do instrumento.

Uma das primeiras peças de Sor publicadas em Paris, a Sonata op15b tem apenas um movimento e lembra vários elementos das aberturas de óperas italianas dos anos 1780-1790 de compositores como Paisiello e Cimarosa. Para mim, é uma das peças mais completas de Sor, onde apesar das inúmeras dificuldades técnicas o compositor consegue criar uma peça coesa e bem estruturada em forma sonata.

Após a morte de Sor, na segunda metade do século XIX o violão entra em declínio, e isso só começa a mudar no século XX com o surgimento do grande violonista espanhol Andrés Segovia (1893-1987). A partir da década de 20, Segovia pede a vários compositores que escrevam novas obras que ele pudesse tocar em seus concertos, e um dos compositores que atendeu a esse chamado foi o italiano Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968). Apesar de se pianista, as obras de Tedesco são bastante idiomáticas, sendo difícil acreditar que não dominava o instrumento. Por sugestão de Segovia, Castelnuovo-Tedesco compôs a Sonata opus 77 em 1934 como uma peça em homenagem ao compositor italiano Luigi Boccherini (1743-1805). A Sonata tem quatro movimentos, cada um nomeado de acordo com seu andamento: Allegro con espirito, Andantino quasi canzione, Tempo di minuetto e Vivo ed energico. A versão que eu toco neste CD é a edição Segovia com algumas pequenas modificações onde eu preferi utilizar a versão original, principalmente no segundo movimento.

©Marcelo Kayath 2016

Marcelo Kayath

Nascido no Brasil, Marcelo Kayath começou a estudar violão aos 13 anos com Leo Soares, continuando depois com Jodacil Damaceno e Turíbio Santos. Com apenas 16 anos ganhou o Prêmio Segovia no Concurso Internacional Villa-Lobos, e dois anos depois tornou-se o primeiro violonista a ganhar o cobiçado concurso Jovens Concertistas Brasileiros. Em 1984, tornou-se o único violonista a ganhar o primeiro prêmio nos dois maiores concursos de violão do mundo no mesmo ano: o IV Toronto International Guitar Competition e o XXVIeme Concours International de Guitare de Paris. No ano seguinte ele iniciou turnês na Europa e nos EUA com aclamação unânime da crítica especializada.

Gravou vários CDs em gravadoras americanas e européias, como Hyperion, MCA Classics e Pickwick. Marcelo Kayathtambém possui diplomas em Engenharia Eletrônica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um MBA pela Stanford Business School. Depois da aposentadoria precoce do palco de concertos no início dos anos 90, esta gravação é o seu primeiro CD em 25 anos.

J.S. Bach (1685-1750) – Suite BWV 997 in A minor
01 – Prelude
02 – Fugue
03 – Sarabande
04 – Gigue
05 – Double 

S.L. Weiss (1687-1750) – Suite in F Major
06 – Prelude
07 – Allemande
08 – Courante
09 – Sarabande
10 – Gigue 

Fernando Sor (1778-1839) – Sonata op 15b in C major
11 – Allegro Moderato 

Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968)
Sonata op 77 in D “Omaggio a Boccherini”
12 – I. Allegro con spirito
13- II. Andantino, quasi canzone
14 – III. Tempo di Minuetto – Ceremonioso
15 – IV. Vivo ed energico 

Créditos – Suites & Sonatas

Dedicado a Manuela, Stephanie, Isabella, 
Marcelo and Eduardo
Idealização: GuitarCoop 
Gravação: Auditório Unibes Cultural
Data: 2014
1 e 2 de maio – Bach Suite [1] – [5]
12 e 13 de junho – Weiss and Sor [6] – [11]
24 e 25 de outubro – Castelnuovo-Tedesco [12] – [15] 

Engenharia de som: Ricardo Marui 
Assistente de gravação: Henrique Caldas 
Edição e Mixagem: Ricardo Marui, Marcelo Kayath e Henrique Caldas
Masterização: Homero Lotito – Reference Mastering Studio 
Design Gráfico, Fotos e Vídeos: Eduardo Sardinha
Web Design: Eduardo Sardinha, Patricia Millan – Sardinha17
Produção Executiva: Lilah Kuhn
Produção de Figurinos: Maria Cajas 
Tradução para o inglês: Stella Klujsza

Violões: Hauser I 1948, “manu propri” – Bach and Tedesco
Hauser I 1930 – Weiss e Sor
Cordas: Augustine Regals

Microfones: Royer SF-24, DPA 2006 
Sistema de Gravação: Pro Tools HD2 
Pré-amplificador: Millenia HV-3D 
Monitoração: B&W 804 
Amplificador: Anthem MCA 20 
Software de gravação e edição: Pro Tools 8 HD 
Cabos: Audioquest King Cobra
Special thanks: Sergio Abreu, for the encouragement and mentoring

Agradecimentos: Manuel Barrueco (thanks for the fingerings in the Double, man!), Elaine Vieira at Unibes, Carlos Novaes (thanks for adjusting my Hauser), Ricardo Dias, Fabio Zanon, Paulo Martelli, Glauber Rocha, André Perigo, José Francisco Dias da Cruz, Jeff Elliott, Hermann and Kathrin Hauser and Jorge Labanca.

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